formatura 2011


ACONTECEU  DIA 14/01/2012, NO CAÇA E TIRO XV DE NOVEMBRO 
 A FORMATURA DOS TERCEIRÕES.
PARABÉNS ALUNOS E PROFESSORES DA EEBLB
PELA BONITA FESTA DE FORMATURA !!!!



PARABÉNS PROFESSORES PELA DEDICAÇÃO !!



"Embora ninguém possa voltar atrás
e fazer um novo começo,
qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim."

O QUE VOCÊ PODE FAZER PARA ESTIMULAR A IMAGINAÇÃO DA CRIANÇA



Leia livros para ela. Ler histórias com seu filho é uma excelente maneira de enriquecer a fantasia dele. Escolha obras com desenhos grandes e coloridos. Mostre a ele fotos e desenhos de tudo, de besouros a cataventos, imite o som de animais e carros, use vozes diferentes para personagens e converse com ele sobre o que aconteceu ou poderá acontecer com as pessoas e os animais que aparecem no livro.

Invente e reconte histórias. Contar histórias que você mesmo inventou é tão bom para seu filho quanto ler um livro. Usar seu filho como o personagem principal é um grande jeito de expandir a noção de "eu" dele. Logo, seu filho começará a inventar as próprias histórias e aventuras.

Faça música. Seu filho não está pronto para aulas de música de verdade, mas você pode encher o mundo dele de música. Ouça com ele vários estilos, e encoraje-o a cantar, dançar ou tocar instrumentos de brinquedo.

Estimule o faz-de-conta. Crianças aprendem muito ao fazer teatrinho com acontecimentos do cotidiano e de suas imaginações. Quando seu filho inventa um cenário e um roteiro com personagens ("está na hora de o ursinho comer"), está desenvolvendo habilidades sociais e verbais.

Ele terá a chance de experimentar diferentes emoções enquanto simula situações de mentirinha, que envolvem momentos alegres, tristes ou assustadores. Imaginar ser o papai, o médico ou o professor faz com que ele se sinta poderoso e lhe dá a experiência de o que acontece quando se está no comando.

Providencie material para a imaginação dele. Quase tudo pode servir de apoio para uma brincadeira imaginativa, e, com crianças pequenas, quanto mais simples, melhor. Uma caixa de papelão pode virar um carro, um navio ou um trem para andar, e uma toalha pode ser a capa do super-herói. Como boa parte da ação se passa dentro da cabeça da criança, não é preciso ter roupas ou objetos muito elaborados, como fantasias oficiais e caras.

Experimente ainda providenciar uma caixa ou baú com parafernálias que ajudem nas brincadeiras (uma echarpe antiga, um óculos escuro, coisas assim), e coloque coisas novas de vez em quando, quando seu filho não estiver olhando ("Vamos ver o que tem no baú hoje!").

Limite o tempo de TV. Na hora de ver TV, moderação é essencial. Academia Americana de Pediatras recomenda que crianças de menos de 2 anos nem mesmo vejam TV, mas muitos pais acabam permitindo um pouquinho. Quando seu filho assistir à TV, tente fazer com que ele veja os programas por pouco tempo, não mais que dez ou 15 minutos por vez.

Evite a tentação de usar a TV como babá eletrônica (a não ser em último caso -- sabemos que às vezes é inevitável), e assista aos programas junto com seu filho, fazendo perguntas, desenvolvendo as idéias que aparecem na tela e descobrindo do que ele gosta mais.

Fonte: Crescendo e Acontecendo

GIBITECA 2012 - CADA ALUNO IRÁ TRAZER UM GIBI PARA A GIBITECA DA EEBLB

 O GIBI NA SALA DE AULA




Sim. As histórias em quadrinhos são boas ferramentas de incentivo à leitura, seja lá qual for a idade do leitor. A associação de textos e imagens torna o ato de ler mais atraente e os elementos gráficos (como os balões e as expressões faciais dos personagens) facilitam a compreensão da trama.
Como abordam variados temas - aventuras espaciais, convivência entre animais etc. -, permitem que professores de diferentes áreas trabalhem com um amplo leque de informações. Enredos de ficção científica, por exemplo, podem ser o ponto de partida para o debate de assuntos relacionados à disciplina de Ciências.
O importante para usá-los corretamente é criar a estratégia adequada, combinando as especificidades do conteúdo, o tema da história e as características dos estudantes (a faixa etária, o nível de conhecimento e a capacidade de compreensão).
CONSULTORIA  Alexandre Barbosa, mestre em Ciências da Comunicação, Paulo Ramos, editor do Blog dos Quadrinhos, eWaldomiro Vergueiro, coordenador do Observatório de Histórias em Quadrinhos da Universidade de São Paulo.



Sim. As histórias em quadrinhos são boas ferramentas de incentivo à leitura, seja lá qual for a idade do leitor. A associação de textos e imagens torna o ato de ler mais atraente e os elementos gráficos (como os balões e as expressões faciais dos personagens) facilitam a compreensão da trama. Como abordam variados temas – aventuras espaciais, convivência entre animais etc. -, permitem que professores de diferentes áreas trabalhem com um amplo leque de informações. Enredos de ficção científica, por exemplo, podem ser o ponto de partida para o debate de assuntos relacionados à disciplina de Ciências. O importante para usá-los corretamente é criar a estratégia adequada, combinando as especificidades do conteúdo, o tema da história e as características dos estudantes (a faixa etária, o nível de conhecimento e a capacidade de compreensão).
É  importante enfatizar que o uso de histórias em quadrinhos no currículo escolar foi de extrema importância, pois os desenhos e símbolos gráficos exercem fascínio, expressando profundo significado estético na criação de textos e cartilhas produzidas pelos educandos (Saliba e Santos).
Utilizar as HQs em sala de aula ajuda o aluno a aguçar sua curiosidade e sua capacidade de análise. A utilização das HQs em sala de aula é uma prática importante para a contribuição no desenvolvimento pessoal do aluno, mas apresenta melhores resultados quando trabalhada em conjunto com outras práticas, pois, é apenas um recurso que pretende incrementar as aulas, tornando o ensino mais interessante aos olhos dos alunos. Cabe ressaltar que o professor deve definir precisamente o objetivo do uso das histórias nas suas aulas, pois, como existe muito material à disposição, é importante ter claro onde se quer chegar e também, como se pretende chegar. (Tussi e Martins)
Todas as atividades são propostas com o objetivo de oferecer participações ativas, autônomas com a colaboração entre professores e alunos no processo de construção e socialização do conhecimento. Observa-se que educadores de um modo geral criam motivação para leitura, e independente da disciplina a criação do texto é de fundamental importância, valendo a pena despertar de diversificadas formas o gosto e o prazer de ler na criança e no jovem leitor. Nessa premissa, o espaço da Sala de Leitura nas Escolas é de fundamental importância. (Saliba e Santos)
A HQ pode ser definida de várias maneiras, de acordo com a idéia de cada autor, mas em alguns aspectos quase todos concordam: a HQ é a forma mais rápida que a literatura tem para chegar ao leitor.
O Quadrinho é uma fantástica ferramenta de ensino, pois incentiva a leitura, o aprendizado, permite ao aluno ultrapassar o limite entre a TV e o livro, pois o quadrinho é os dois. Tem recursos só disponíveis na TV e cinema, e exige do leitor (percebam professores, eu disse LEITOR) o mesmo esforço logístico que o de um livro. 
Na educação infantil, a utilização dos gibis permite desenvolver uma série de atividades, que vão desde a leitura e a interpretação das histórias até a elaboração de diálogos. Diante de um nível menor de dificuldade, as crianças sentem-se mais leitoras, o que representa um forte estímulo no processo de alfabetização.
Investigando os balões, proposta da professora   Cynthia Nogui
Histórias em quadrinhos e ensino: uma parceria possível

3 DICAS PARA INCENTIVAR JOVENS A LEREM OS CLÁSSICOS



3 dicas para incentivar jovens a lerem os clássicos

Crianças e jovens adoram Harry Pottter e Crepúsculo. Veja como usar isso a favor da leitura, incentivando-os a ler obras clássicas

"Se o professor entender por que um livro é fenômeno entre os alunos, talvez ele possa mediar outras leituras que despertem o mesmo interesse"
Não adianta: para eles, há os livros "legais" e os livros "chatos", sendo estes últimos aqueles exigidos pelos professores. Ler com interesse e até compulsão, só os best-sellers, como os da série Harry Potter e Crepúsculo. São, em geral, livros estrangeiros amplamente divulgados por estratégias de marketing e que acabam virando filme, série de TV e até vídeo-game.
Mas ler é sempre bom, certo? Sim, como afirma a professora Wilma Maria Sampaio Lima,do Colégio Rio Branco, de São Paulo: "Pela leitura, o homem conversa com o homem". No entanto, ler apenas narrativas superficiais e limitadas do ponto de vista linguístico pode ser pouco enriquecedor para a formação dos jovens. Isso não significa, porém, que pais e professores devam combater os best-sellers, pelo contrário. "Quem se coloca contra uma leitura querida pelos jovens pode perder a oportunidade de lhes mostrar outras leituras mais interessantes do ponto de vista estético", alerta a professora Juliana Loyola, do curso de Letras e da pós-graduação em Literatura e Crítica Literária da PUC-SP. "Nem que seja pelo valor mercadológico, já vale a pena. Esses livros dialogam com o jovem, ou porque mimetizam a velocidade da TV e da tela de cinema, ou porque abordam temas do universo dele. O problema é quando o leitor só tem contato com esse tipo de livro", completa.
Diante desse quadro, pais e professores podem seguir dois caminhos: incentivar jovens leitores a se interessarem também por uma literatura mais consistente e, ao mesmo tempo, aproveitar a leitura deles de best-sellers para abordar temas em casa e na escola. A seguir, veja dicas de como estimular o jovem expandir sua experiência literária.

1) Eles querem best-sellers

Crianças e jovens torcem o nariz para a literatura indicada na escola, mas adoram livros comerciais. Veja como lidar com esse fenômeno em casa e na sala de aula.Harry Potter pode estimular os jovens a se interessar por leituras mais consistentes? 
Bolar atividades envolvendo livros que os alunos adoram pode atraí-los para a leitura.
Seja um mediador de seu filho ou aluno: Sem o exemplo, é difícil a criança adquirir o hábito da leitura. No caso dos professores, é muito importante mostrarem-se apaixonados pelos livros, para despertar nas crianças a curiosidade de ler. "Se os próprios professores não lerem, como vão conseguir incentivar?", questiona Fernanda Mecking, coordenadora dos projetos de leitura de Maringá. "Às vezes, apenas um comentário apaixonado do professor sobre um livro já empolga o aluno", lembra a professora Juliana Loyola.
"Sozinhos, não acredito que esses livros conduzam a uma leitura melhor. Para que isso aconteça, é preciso que haja um bom mediador. Da mesma forma que os críticos são um mediador para os adultos, pais e educadores devem desempenhar esse papel entre os jovens", explica a psicóloga e educadora Ana Carolina Carvalho.

2) Contextualize a leitura para que a criança e o adolescente vejam sentido naquela leitura, é preciso formar pontes entre ela e a realidade deles. "Às vezes, precisamos voltar ao passado e vir trazendo o texto para o presente, mostrando nele elementos do hoje", observa a professora Wilma Maria Sampaio Lima. Em sala de aula, o trabalho deve enfatizar, principalmente, os livros que os alunos não conhecerão por si mesmos. "Isso não significa, porém, que não possamos abordar best-sellers, afinal há aqueles que são considerados clássicos hoje que já foram textos de leitura popular na época de seu lançamento", diz Wilma.

3) Entenda por que o jovem se interessa por outras leituras.
Dialogar, provocar, instigar a leitura dos Clássicos, através de várias mídias.Teatros em sala, leitura compartilhada.

EDUCAÇÃO: A MAIOR HERANÇA



"Educar dá trabalho e leva tempo." A ideia parece óbvia à primeira vista. Ainda mais para quem tem filhos. Eles teimam em não ir para a cama, adoram ver televisão, preferem videogame a livros ... Apesar disso, se analisada com calma, a frase revela que, em vez de se fixar no trabalho e no tempo, quem educa deveria se preocupar mais em como educar.
Quando pequeno, o ser humano aprende a viver observando o outro. Um bebê, por exemplo, começa a falar as primeiras palavras depois de tanto ouvi-las. O mesmo acontece com crianças mais crescidas: elas passam a fazer coisas - boas e ruins, há que se destacar bem - percebendo quem está ao seu redor e o que essa pessoa faz. Natural então, que se mirem nos familiares. "Por isso, pai e mãe não podem ser adeptos do 'faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço'", explica a psicopedagoga Maria Cristina Mantovanini.
Ou seja, o desejável é que a família eduque com atitudes, e não só com palavras. Sem ação, não há discurso que se sustente. Isso não quer dizer, é claro, que os pais tenham de fazer com que os filhos se comportem como eles. Crianças não são miniadultos, como bem ilustra o psicólogo Yves de La Taille no livro Formação Ética - Do Tédio ao Respeito de Si (Artmed). Educar com exemplos significa ajudar a garotada a se constituir como ser humano, sem deixar de respeitar a infância.
Terreno fértil
A boa notícia é que, ao contrário do que muita gente grande pensa, gente miúda adora aprender. Desde que o aprendizado deixe espaço para a experimentação e não seja simplesmente algo imposto ou mesmo sonhado pelos pais.
 De acordo com o educador alemão Friedrich Froebel (1782-1852),brincar é um dos primeiros recursos da aprendizagem, mas, para que funcione, não pode ser simplesmente diversão. Tem de fomentar questionamentos e desafiar os baixinhos a pensar. Na essência, brincadeiras são representações do mundo que ajudam as crianças a entendê-lo.
 Do mesmo modo, pais que educam de verdade não impõem o dever de casa como condição para poder brincar, por exemplo. Demonstram a validade do que os professores ensinam e a necessidade das tarefas. E quem reserva o momento da lição dos filhos também para estudar - ainda que seja algo distante do conteúdo escolar tradicional - reforça ainda mais a importância da educação, embora essa atitude seja para muitos adultos uma privação do tempo disponível para ver televisão, por exemplo.
Antes que eles cresçam...
Quanto mais o tempo passa, mais complicado fica educar os filhos com exemplos. "As referências dos jovens mudam e o universo deles cresce. Os pais não representam o mesmo para eles", diz Maria Cristina. Por isso, há muito que se investir na infância com hábitos - ainda que alguns deles pareçam simplistas. Eliminar palavrões do seu vocabulário é bem mais eficaz que dar bronca nas crianças quando elas falam algum. Ir à biblioteca junto com elas e escolher um livro para cada uma é mais válido que terminar o ano reclamando que seus filhos não leem tanto quanto você gostaria. "Pesquisas comprovam que ler para as crianças - e não só contar histórias - é determinante para o sucesso escolar", enfatiza a pedagoga Ana Flavia Castanho, de São Paulo.
Já estamos cansadas de saber que grande parte do que somos quando crescemos tem raízes profundas na infância. Porém a companhia educativa dos pais, externalizada por exemplos, não poupa ninguém de enfrentar os grandes questionamentos da vida. Mas certamente alivia o peso deles, apontando os melhores caminhos a serem seguidos.
Fonte: Crescer

BREVE HISTÓRICO : AUTISMO




Breve Histórico.

A palavra “autismo” deriva do grego “autos”, que significa “voltar-se para si mesmo”. A primeira pessoa a utilizá-la foi o psiquiatra austríaco Eugen Bleuler para se referir a um dos critérios adotados em sua época para a realização de um diagnóstico de Esquizofrenia. Estes critérios, os quais ficaram conhecidos como “os quatro ‘A’s de Bleuler, são: alucinações, afeto desorganizado, incongruência e autismo. A palavra referia-se a tendência do esquizofrênico de “ensimesmar-se”, tornando-se alheio ao mundo social – fechando-se em seu mundo, como até hoje se acredita sobre o comportamento autista.

Em 1943 o psicólogo norte americano Leo Kanner estudou com mais atenção 11 pacientes com diagnóstico de esquizofrenia. Observou neles, o autismo como característica mais marcante; neste momento, teve origem a expressão “Distúrbio Autístico do Contato Afetivo” para se referir a estas crianças. O psicólogo chegou a dizer que as crianças autistas já nasciam assim, dado o fato de que o aparecimento da síndrome era muito precoce. A medida em que foi tendo contato com os pais destas crianças ele foi mudando de opinião. Começou a observar que os pais destas crianças estabeleciam um contato afetivo muito frio com elas, desenvolvendo então o termo “mãe geladeira” para referir-se as mães de autistas, que com seu jeito frio e distante de se relacionar com os filhos promoveu neles uma hostilidade inconsciente a qual seria direcionada para situações de demanda social.

As hipóteses de Kanner tiveram forte influência no referencial psicanalítico da síndrome que pressupunha uma causa emocional ou psicológica para o fenômeno, a qual teve como seus principais precursores os psicanalistas Bruno Bettelheim e Francis Tustin.

Bettelheim, em sua terapêutica, incitava as crianças a baterem, xingarem e morderem em uma estátua que, pelo menos para ele, simbolizava a mãe delas. Tustin, por outro lado, acreditava em uma fase autística do desenvolvimento normal, na qual a criança ainda não tinha aprendido comportamentos sociais e era chamada por ela de fase do afeto materno, funcionando como uma ponte entre este estado e a vida social. Se a mãe fosse fria e suprimisse este afeto, a criança não conseguiria atravessar esta ponte e entrar na vida social normal, ficando presa na fase autística do desenvolvimento. Em 1960, no entanto, a psicanalista publica um artigo no qual desfaz a idéia da fase autística do desenvolvimento.

Naquela época a busca pelo tratamento psicanalítico era muito intensa. Muitas vezes as crianças passavam por sessões diárias, inclusive no domingo. O preço pago era muito alto. Muitas famílias vendiam seus bens na esperança de que aquele método as ajudasse a corrigir o erro que haviam cometido na criação de seus filhos.

Com o advento da década do cérebro, no entanto, estas idéias começaram a ser deixadas de lado – além de não estarem satisfazendo as expectativas dos pais. A partir de 1980 foram surgindo novas tecnologias de estudo, as quais permitiam investigação mais minuciosa do funcionamento do cérebro da pessoa com exames como tomografia por emissão de pósitrons ou ressonância magnética. Doenças que anteriormente eram estudadas apenas a partir de uma perspectiva psicodinâmica passaram a ser estudadas de maneiras mais cuidadosas, deixando de lado o cogito cartesiano.

Já na década de 60 o psicólogo Ivar Lovaas e seus métodos analítico comportamentais começaram a ganhar espaço no tratamento da síndrome. Seus resultados apresentavam-se de maneira mais efetiva do que as tradicionais terapias psicodinâmicas. E já naquela época as psicologias comportamentais sofriam forte preconceito por parte dos psicólogos de outras abordagens. Durante as décadas de 60 e 70 os psicólogos comportamentais eram consultados quase que apenas depois que todas as outras possibilidades haviam se esgotado e o comportamento do autista tornava-se insuportável para os pais e muito danoso para a criança.

AUTISMO


 
Abordagem Comportamental do Autismo


Alexandre Costa e Silva.
  1.  O autismo é considerado uma desordem causada por uma alteração cerebral que produz dificuldade em três áreas: (1) Comunicação, (2) Relacionamento social e (3) Comportamentos repetitivos e inadequados. Ainda não se sabe ao certo a origem da alteração cerebral. No entanto, modernos tratamentos, como o método ABA, permitem à criança aprender a se comunicar e criar [...]...
  2.  A criação de grupos de pais tem por objetivo proporcionar orientação a pais de crianças autistas, complementando o trabalho do profissional especializado e possibilitando a troca de experiências entre diferentes pais. 
  3. JUSTIFICATIVA: Lidar com crianças autistas requer atenção constante. Elas tendem a agir de maneiras inadequadas quando não estão realizando tarefas. 
  4. Para lidar com indivíduos autistas, utilizamos o Método ABA (Applied Behavior Analysis – Análise do Comportamento Aplicada). O método tem alta taxa de sucessos e, por conta disso, o governo americano escolheu esse método como o tratamento psicológico por excelência para indivíduos autista.   Fonte:http://www.psicologiaeciencia.com.br

LER , LER E LER É BOM DEMAIS!!!


LER NO MEIO DO CAOS

José Manuel Moran
Especialista em projetos de mudança na educação presencial e a distância
Diretor de Educação a Distância da Universidade Anhanguera-Uniderp

Num mundo tão complexo, é necessário aprender a ler de muitas formas, de perspectivas diferentes, para poder entender o que se passa sob a superfície movediça dos múltiplos e incessantes acontecimentos.

É fascinante encontrar sentido no aparente caos, captar a dinâmica dos movimentos, o que é permanente por trás da mutação. Esse é um dos desafios de hoje: conseguir acompanhar as múltiplas interfaces da informação e mergulhar nas suas entrelinhas, nas profundezas dos significados ocultos e escorregadios.

Ler depende, além do domínio técnico, de ter uma atitude curiosa diante da vida, do mundo, das pessoas. A curiosidade nos motiva a ler, a conhecer, a pesquisar. Ler é um prazer quando queremos saber mais, investigar mais, descobrir ângulos diferentes, indo além do óbvio.

Quanto mais informação disponível, mais complexo se torna o ato de ler. Primeiro, porque precisamos escolher o tempo todo, eliminando a maior parte do que se apresenta à nossa frente. Sempre estaremos acometidos pela dúvida da validade das escolhas feitas: Por que não ler outros textos, outras páginas? Quantas informações relevantes estamos excluindo quando teclamos novos clicks?

Após essa triagem constante, continua a dúvida: o que ler rapidamente, só para um acompanhamento rápido e o que ler com calma, com tempo, com cuidado? Em geral, pela premência do tempo, o que consideramos importante o salvamos, para lê-lo depois com mais atenção. E quando conseguimos retomar de verdade a leitura do que salvamos, se há tantos novos estímulos e materiais que se sobrepõem aos que estávamos mapeando?

Em geral hoje lemos muitas mais coisas, ouvimos e vemos muitas histórias diferentes. É um redemoinho informativo incessante. Mas... aprendemos muito, conhecemos de verdade, compreendemos profundamente o que lemos?

O ritmo frenético de atividades, de exigência de respostas para tudo, de quebra de atenção por chamadas, mensagens, vídeos, solicitações múltiplas dificulta sobremaneira a necessária concentração para a compreensão profunda. Conhecemos muitas coisas, só que mais superficialmente. Como tudo está ao alcance de um click parece que é fácil conhecer. É fácil mapear a informação; difícil é conhecer, compreender os seus múltiplos significados.

Hoje aprendemos juntos, conectados, através de redes sociais. O intercâmbio é fascinante. Esse fluir contínuo da informação do Twitter ou Facebook é inebriante, porque nos coloca em contato instantâneo com múltiplos mundos, perspectivas, assuntos, pessoas. O perigo está na empolgação da fascinação do ritmo alucinante das mensagens e da falta de concentração e tempo para aprofundar as que são mais significativas. Boa parte do fluir informativo é redundante e banal; não vale a pena dedicar-lhe tanto tempo. Há muito narcisismo, deslumbramento, exibicionismo nas redes sociais, junto com contribuições relevantes, que são pérolas pontuais no meio de um deserto de areia movediça.

No meio dessa voragem informacional é importante manter algumas referências básicas, alguns textos e autores fundamentais e voltar a eles com freqüência. É importante quebrar o ritmo do caleidoscópio informativo para meditar, pensar, analisar, perceber, decantar, concluir. Sem esses tempos de quebra de ritmo, corremos o risco de sermos levados pelas sucessivas ondas, sem saber surfá-las.

Quanta mais informação, mais difícil e complexo se torna o ato de ler e mais necessário se faz aprender a ler de muitas formas, integrando múltiplas linguagens e mídias, de forma muito mais rica e profunda.

José Manuel Moran
Especialista em projetos de mudança na educação presencial e a distância
Diretor de Educação a Distância da Universidade Anhanguera-Uniderp


Texto inspirado no meu livro A educação que desejamos: novos desafios e como chegar lá. 4ª ed., Campinas: Papirus, 2009.