Monteiro Lobato


Monteiro Lobato nasceu em Taubaté interior de São Paulo no dia 18 de abril de 1882 e é um dos mais conhecidos escritores de literatura infantil além de contos, artigos, crônicas e muito mais.
Ele se formou em Direito, mas não exerceu a profissão porque voltou a Taubaté assim que se formou e lá assim que chegou fundou uma fábrica de geléia e em seguida foi nomeado Promotor Público em Areias.
Casou-se e sempre insatisfeito começou negócios de estrada de ferro e escrevia paralelamente para revistas e jornais.
Teve que tomar rédea de uma fazenda que herdou do avô e se dedicou com afinco ao novo desafio.
Na vida de fazendeiro, cada desafio que transpunha escrevia um artigo sobre o que estava passando e foi desta forma que sua vida mudou até comprar a Revista do Brasil dando espaço para novos talentos e tinha também muitos famosos em sua equipe.
Pensando sempre no futuro via os livros como seus maiores aliados e desta forma começou a incrementá-los cada dia mais.
Dedicando- se a escrever e sempre polêmico ele fundou empresas de petróleo e seu sustento vinha das publicações de histórias infantis e foi quando aconteceu o escândalo do petróleo onde ele tentou organizar uma campanha petrolífera através de subscrições populares e foi condenado a seis meses de prisão.
Depois disso ficou doente e desgostoso falecendo em 04 de julho de 1948.

Obras de Monteiro Lobato

Literatura Infantil 

Imagem-de-Monteiro-Lobato-sentado-dentro-de-uma-biblioteca
{Predefinição:Texto imagem1920 – A menina do narizinho arrebitado
1921 – Fábulas de Narizinho
1921 – Narizinho arrebitado
1921 – O Saci
1922 – O marquês de Rabicó
1922 – Fábulas
1924 – A caçada da onça
1924 – Jeca Tatuzinho
1927 – As aventuras de Hans Staden
1928 – Aventuras do príncipe
1928 – O Gato Félix
1928 – A cara de coruja
1929 – O irmão de Pinóquio
1929 – O circo de escavalinho
1930 – Peter Pan
1930 – A pena de papagaio
1931 – O pó de pirlimpimpim
1932 – Viagem ao céu
1933 – Caçadas de Pedrinho
1933 – Novas reinações de Narizinho
1933 – História do mundo para as crianças
1934 – Emília no país da gramática
1935 – Aritmética da Emília
1935 – Geografia de Dona Benta
1935 – História das invenções
1936 – Dom Quixote das crianças
1936 – Memórias da Emília
1937 – Serões de Dona Benta
1937 – O poço do Visconde
1937 – Histórias de Tia Nastácia
1938 – O museu da Emília
1939 – O Pica-pau Amarelo
1939 – O minotauro
1941 – A reforma da natureza
1942 – A chave do tamanho
1944 – Os doze trabalhos de Hércules
1947 – Histórias diversas
Outras obras – temática adulta
O Saci Pererê: resultado de um inquérito (1918)
Urupês (1918)
Problema vital (1918)
Cidades mortas (1919)
Idéias de Jeca Tatu (1919)
Negrinha (1920)
A onda verde (1921)
O macaco que se fez homem (1923)
Mundo da lua (1923)
Contos escolhidos (1923)
O garimpeiro do Rio das Garças (1924)
O choque (1926)
Mr. Slang e o Brasil (1927)
Ferro (1931)
América (1932)
Na antevéspera (1933)
Contos leves (1935)
O escândalo do petróleo (1936)
Contos pesados (1940)
O espanto das gentes (1941)
Urupês, outros contos e coisas (1943)
A barca de Gleyre (1944)
Zé Brasil (1947)
Prefácios e entrevistas (1947)
Literatura do minarete (1948)
Conferências, artigos e crônicas (1948)
Cartas escolhidas (1948)
Críticas e Outras notas (1948)
Cartas de amor (1948)
Sua obra mais famosa que foi o Sítio do Pica-Pau Amarelo 
foi exibida em vários canais de televisão.
Autora: Ana Burguesa
Mais do que ninguém, Monteiro Lobato, tinha consciência do atraso do país. Foi um dos maiores escritores em língua portuguesa nascido no Brasil, além de empreendedor do ramo literário. Desde os anos 1910 publicava livros com personagens dolorosamente brasileiras que incomodavam a elite nacional afrancesada. Ao mesmo tempo, suas personagens infantis, verdadeiros alter egos de Lobato, povoaram a imaginação de gerações de crianças e são até hoje lidos e vistos na televisão.
Monteiro Lobato tornou-se um militante do petróleo brasileiro e fez surgir, como uma brincadeira, petróleo em uma cidade com seu nome, Lobato, no interior do estado da Bahia, pela mão de um de seus personagens. Em uma destas curiosidades da história foi exactamente lá mesmo que o primeiro poço perfurado no país verteu óleo. Na verdade não chegou a ser uma coincidência miraculosa, pois no catálogo da Exposição Nacional de Artes e Ofícios, do Rio de Janeiro, que aconteceu em 1875, já figurava uma menção a amostras de petróleo da Bahia. Monteiro Lobato também escreveu um livro ruidoso, “O escândalo do petróleo” em que denunciava aquilo que ele considerava como uma interferência de multinacionais (“polvos que tudo abraçavam”) no atraso do desenvolvimento do sector do petróleo brasileiro.
Mas se este é um fato conhecido e festejado, menos conhecido é o episódio que resultou em sua prisão, em 1941, pela polícia política do governo de Getúlio Vargas, ligada à questão do petróleo.

Morreria em 1948, após o fim da ditadura de Vargas. A respeito da sua prisão comentou: “estou como queria, colhendo o que plantei. A causa do petróleo ganha muito mais com a minha detenção do que com o comodismo palrador aí do escritório”. De fato, a partir desta época ganhou corpo à campanha “O petróleo é nosso”, uma curiosa aliança entre militares nacionalistas, comunistas que se opunham às multinacionais e políticos conservadores.
 Em 1953 seria criada, durante o segundo governo Vargas, a Petrobrás, estatal que monopolizaria a exploração do petróleo no Brasil. A intenção do Estado de monopolizar o sector do petróleo não chegava a ser, obviamente, um segredo, simplesmente aguardava o momento de amadurecimento.
Como já havia acontecido com outros assuntos como a saúde pública, os desmatamentos ou a educação, a visão intempestiva e apaixonada de Lobato, se não lhe trouxe maiores riquezas, serviu para despertar a consciência dos brasileiros a respeito das riquezas naturais do seu próprio país. 
Por Edson Struminski 
Engenheiro florestal, Dr. em Meio Ambiente e Desenvolvimento - Brasil

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