PROPOSTA - PARTE 13 E 14

13 - O mais terrível não é termos nosso coração partido (pois corações
foram feitos para ser partidos), mas transformar nossos corações em pedra.

Oscar Wilde amou de corpo e alma porque sabia que não há nada que se
compare a duas pessoas que buscam se conhecer, dois seres que saem à
procura do encontro, mesmo que, com isso, se exponham a riscos
consideráveis.

Como disse mais de uma vez, há beleza nesse sofrimento. É também o que
afirmava o poeta, ensaísta e filólogo italiano Giacomo Leopardi em um de
seus poemas mais conhecidos:

Os segredos do coração humano são às vezes tão profundos que não se podem
penetrar facilmente; por essa razão, os melhores momentos de um amor são
aqueles em que te assalta uma serena e doce melancolia; quando choras  sem
saber por quê; quando calmamente te resignas  ante uma desventura sem saber
qual é; quando te deleitas com uma ninharia e sorris com menos ainda...*

Embora deixemos exposto nosso lado mais frágil ao nos entregarmos a quem
amamos, não se deve temer o amor. Como dizia Oscar Wilde, Deus só pode
entrar em um coração partido.



14 – O passado sempre poderia ser anulado. O arrependimento, a negação ou o esquecimento poderiam fazê-lo. Mas o futuro era inevitável.
Muitas pessoas se refugiam no passado por medo do futuro. Mas é difícil desfrutar os prazeres da vida e construir a própria sorte quando se acredita que apenas nuvens de tempestade estarão à espreita.
Todo medo é uma insegurança em relação ao que está por vir, mas, já que o futuro é aquilo que ainda não aconteceu, o único oráculo confiável para cada pessoa é ela mesma. Assim, não há por que temer, por exemplo, a perda do emprego, do parceiro ou da parceira, uma vez que o que quer que aconteça não cairá do céu: será o resultado de milhares de decisões que você mesmo toma a cada dia.
Nossas expectativas condicionam o futuro ao regerem nossas atitudes cotidianas, mas podemos ver o mundo de maneira positiva e substituir o medo pela vontade de construir o que queremos ser. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário