PROPOSTA - PARTE 19 E 20 - DE ALLAN PERCY,DO LIVRO: OSCAR WILDE PARA OS INQUIETOS




Viagem Cultural a Laguna - Foto: Profª.Cleide Tamanini Bogo


19 – É absurdo dividir as pessoas em boas e más. Elas são apenas encantadoras ou tediosas.
Se pararmos para pensar, ficaremos angustiados pela quantidade de gente maçante que nos rodeia. No trabalho, em nosso círculo de amigos, até mesmo na família, há indivíduos que simplesmente jamais terão algo de interessante a dizer.
Para compensar esse esforço, o segredo é usar seu tempo livre cercando-se de pessoas que façam você crescer intelectualmente. Ser alguém que Oscar Wilde chamou de “encantador” é ser o tipo de pessoa que:
Quando pergunta como o outro vai, não se distrai e deixa de prestar atenção à resposta. Em vez de falar sobre si, puxa conversas que permitem uma verdadeira troca de ideias. Não se queixa dos outros, nem faz críticas infundadas. Sempre nos surpreende com alguma descoberta: um livro, um disco que ninguém conhece, um lugar do mundo para onde nunca pensaríamos em viajar... Tem a capacidade de nos fazer rir, principalmente quando mais precisamos.


20 – Só existem duas regras para escrever: ter algo a dizer e dizê-lo.
Essa é a síntese mais brilhante que conheço sobre o que é necessário para escrever, um prazer quase físico, pois nos permite reviver as mais belas experiências por meio de sua reconstituição no papel.
Outro que teorizou brilhantemente sua paixão pelas palavras foi Ernest Hemingway, que aconselhava os jovens escritores a focar “naquilo que há, e não naquilo que não há”, uma filosofia muito útil também fora do papel. Outros conselhos do autor de O velho e o mar foram:
·        Para um autêntico escritor, cada livro deveria ser um novo começo no qual ele busque algo que está além de seu alcance.
·        A cesta de lixo é o móvel mais importante na sala em que um escritor trabalha.
·        Um escritor se faz de dia, sobre o asfalto ou sobre a poeira, sofrendo e aproveitando, odiando e amando como só um louco ou Deus podem fazer.
·        Se conseguir, escreva histórias que sejam tão improváveis quanto um sonho, tão absurdas quanto a lua de mel de um grilo e tão verdadeiras quanto o coração de uma criança.

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