PROPOSTA - PARTE 3 E 4 - DE ALLAN PERCY,DO LIVRO: OSCAR WILDE PARA OS INQUIETOS




3 - Dinheiro não traz felicidade, mas dá uma sensação tão parecida que é necessário um especialista para ver a diferença.
Álex Rovira Celma, autor de Os sete poderes e coautor de A boa sorte, costuma dizer que o dinheiro não corrompe uma pessoa, mas amplifica suas virtudes e seus defeitos. Uma pessoa de bom caráter que enriqueça ajudará o próximo, ao passo que uma pessoa sem escrúpulos canalizará o dinheiro para atividades destrutivas.
Em outras palavras: o dinheiro não é bom nem ruim. É apenas algo que podemos utilizar para o bem ou para o mal.
Seja como for, o dinheiro pode nos fazer enxergar nossas verdadeiras prioridades. Quando uma pessoa previdente recebe um montante inesperado, talvez o coloque em uma poupança. Se for alguém que priorize os prazeres da vida, é possível que a soma extra seja empregada em uma viagem. Caso se trate de alguém que ponha a própria imagem em primeiro lugar, uma cirurgia plástica pode ser o destino provável do dinheiro. Uma pessoa acostumada a investir tentaria multiplicar o que recebeu. Já quem se engaja em projetos beneficentes possivelmente irá destiná-lo a uma instituição de apoio aos menos favorecidos.
Resumindo: o que fazemos com o dinheiro reflete quem somos.


 4 – Todos estamos deitados na sarjeta, só que alguns estão olhando para as estrelas.
Esta citação foi tirada de O leque de lady Windermere, uma obra de teatro de Oscar Wilde que estreou em Londres em 1892.
Ela nos faz lembrar que, independentemente de nossa situação, o que importa é a perspectiva que mantemos.
Há pessoas que aparentemente têm tudo na vida – saúde, beleza, dinheiro, liberdade – e são infelizes. Isso acontece porque elas fixam a atenção naquilo que lhes falta ou simplesmente não sabem o que querem da vida.
Outras, ao contrário, vivem situações penosas, mas são capazes de enxergar um cantinho do jardim onde bate um raio de sol.
A escritora, filósofa e conferencista norte-americana Helen Keller, que ficou cega e surda ainda muito jovem, explicava assim seu segredo para nunca deixar de ver as estrelas:
Abro as portas do meu ser a tudo o que é bom e as fecho cuidadosamente diante do que é ruim. Essa força tão bela e persistente me permite enfrentar qualquer obstáculo. Nunca me sinto desanimada, pensando que me faltam coisas boas. A dúvida e a insegurança são apenas o pânico gerado por uma mente fraca. Com um coração firme e uma mente aberta, tudo se torna possível.

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