PROPOSTA - PARTE - 64 E 65 - DE ALLAN PERCY,DO LIVRO: OSCAR WILDE PARA OS INQUIETOS



64 – Definir é limitar.
A máxima bíblica “Não julguem e vocês não serão julgados” nos lembra que, diferentemente do olhar divino, o nosso não é onipresente e, portanto, não nos capacita a emitir julgamentos justos. Só quem vê a realidade como um todo pode compreender e avaliar os atos dos outros. As próprias Escrituras nos advertem de que a pessoa que tem uma viga no olho não deveria julgar o cisco no do irmão.
Contudo, julgar é uma atitude inerente ao ser humano. Quando somos apresentados a alguém ou presenciamos um acontecimento, inevitavelmente emitimos um juízo de valor. Saber o que pensamos sobre alguém ou alguma coisa nos proporciona segurança e nos permite conduzir nossas reações (em hebraico, a origem do termo “julgar” é justamente “dirigir” ou “guiar”).
Ao qualificarmos uma pessoa de honesta ou corrupta, valiosa ou dispensável, na realidade estamos decidindo como iremos nos relacionar com ela. Da mesma forma, quando consideramos que determinada situação é perigosa, nossa reação a ela é condicionada por essa opinião. Portanto, julgar nos proporciona a sensação de estarmos pisando em terreno firme. Ao mesmo tempo, porém, pode nos afastar do mundo. A partir do momento em que rotulamos algo, deixamos de observar o que acontece e passamos a nos fixar somente na etiqueta.

65 – O fato de um homem morrer por uma causa não diz nada a respeito do valor dela.
Dizem que um preso da penitenciária de O’Mare, na Irlanda, pediu um prato de lagosta pouco antes de ir para a cadeira elétrica. Os carcereiros lhe perguntaram por que ele havia pedido aquele prato. Ele respondeu que era o mesmo que James Cagney tinha escolhido no filme Heróis esquecidos , ao saber que morreria.
Conheci um senhor que apreciava muito a cazalla, uma aguardente fortíssima fabricada em Cazalla de la Sierra, vilarejo da província de Sevilha. Quando ele morreu, foi uma grande tristeza para a família. Igualmente triste, porém, foi o fato de, apesar de ter bebido durante mais de 60 anos e, no fim, morrido de cirrose, ele jamais ter desfrutado um bom vinho ou um bom licor.
Quanto a mim, bebo uísque desde minha juventude e acho que não teria nada a reclamar se amanhã mesmo chegasse a minha hora. Já que vamos mesmo morrer, que ao menos seja com o sabor que escolhermos na boca ou deixando um registro póstumo que diga claramente:
Até em nosso último instante, soubemos estar à altura do grande papel que nos foi atribuído neste “conto narrado por um idiota”, como William Shakespeare descrevia a vida.

ROGER MELLO RECEBE O PRÊMIO HANS CHRISTIAN ANDERSEN, NA CATEGORIA ILUSTRADOR EM BOLONHA - ITÁLIA

AULÃO - 1º. ANO EMI - PROJETO DE SUSTENTABILIDADE





AULÃO - 1º.ANO EMI - BRINQUEDOTECA - PROJETO DE SUSTENTABILIDADE




















PROPOSTA - PARTE 62 E 63 - DE ALLAN PERCY,DO LIVRO: OSCAR WILDE PARA OS INQUIETOS

62 – Escolho meus amigos pela beleza, meus conhecidos pelo caráter e meus inimigos pela inteligência.
Nossas exigências em relação às pessoas dependem do lugar que elas ocupam em nossas vidas. Os amigos estão em fotos de nossos álbuns de família; dos conhecidos, às vezes nem ao menos nos lembramos.
Aos conhecidos, desculpamos sua informalidade. Dos amigos, aqueles que convidamos para jantar, esperamos que nos proporcionem uma conversa agradável e que tenham boa educação.
Por fim, dos inimigos, como aconselha Oscar Wilde, esperamos que demonstrem inteligência, para não sentirmos que entramos em um embate sem adversário à altura.


63 – A vida não é complicada, nós é que somos. A vida é simples e o simples é sempre correto.
Pascal nos aconselhava a não sairmos do nosso quarto se quiséssemos ser felizes. Ao mesmo tempo que o contato com o mundo oferece aprendizados e prazeres, também leva a desencontros e incompreensões. Seja como for, no final, sempre saímos à rua – e lá as coisas não são tão fáceis. Sempre ocorrem imprevistos que põem à prova nossos nervos e nossa capacidade de agir com objetividade e sem dificultar ainda mais as coisas.
Nossa tendência a criar obstáculos nos leva a complicar tudo. Entretanto, como nos lembra Oscar Wilde, a vida é muito mais singela do que imaginamos. Os problemas mais complexos costumam ter as soluções mais simples. Um dos segredos da felicidade é não permitir que sua mente dificulte o que é fácil.

PROPOSTA - PARTE 61 E 62 - DE ALLAN PERCY,DO LIVRO: OSCAR WILDE PARA OS INQUIETOS

VIAGEM A LAGUNA - PROFª.CLEIDE TAMANINI BOGO

61 – As desventuras são suportáveis porque vêm de fora, são meros acidentes. É no sofrimento causado pelas nossas próprias faltas que sentimos a ferroada da vida.
Em um dos melhores contos de Graham Greene, um vilão sai livre e sorridente de seu julgamento, depois de conseguir que as provas que o incriminavam fossem consideradas insuficientes. Entretanto, ao atravessar a rua, morre atropelado. Em suas últimas palavras, pouco antes de fechar os olhos para sempre, ele agradece por ter sido a providência divina a condená-lo, não os votos de um júri: “Odeio ser julgado pelos outros, prefiro que sejam as circunstâncias a me julgar.”
Muitos de nós, talvez por causa do excesso de zelo de nossos pais, nos acostumamos a ser desculpados de qualquer falta e a receber mais amor do que merecemos. Então temos dificuldades em aceitar que um estranho nos ponha em nosso devido lugar. Aprender a aceitar julgamentos sobre si mesmo é um gesto de sabedoria.

62 – Escolho meus amigos pela beleza, meus conhecidos pelo caráter e meus inimigos pela inteligência.
Nossas exigências em relação às pessoas dependem do lugar que elas ocupam em nossas vidas. Os amigos estão em fotos de nossos álbuns de família; dos conhecidos, às vezes nem ao menos nos lembramos.
Aos conhecidos, desculpamos sua informalidade. Dos amigos, aqueles que convidamos para jantar, esperamos que nos proporcionem uma conversa agradável e que tenham boa educação.
Por fim, dos inimigos, como aconselha Oscar Wilde, esperamos que demonstrem inteligência, para não sentirmos que entramos em um embate sem adversário à altura.

PROJETO DE SUSTENTABILIDADE REALIZADO PELOS PROFESSORES E ALUNOS DO 1º. ANO DO ENSINO MÉDIO INOVADOR

PROJETO SUSTENTABILIDADE

REALIZADO COM OS ALUNOS DO 1º. ANO DO  ENSINO MÉDIO INOVADOR

     O presente projeto visa a proposta de construção de um mundo mais sustentável, pois a relação do homem com o meio ambiente, baseada no tripé indesejável do descomprometimento, inesgotabilidade e irresponsabilidade, poderá consumar as previsões mais catastróficas quanto à escassez dos recursos naturais, sobretudo da água, inviabilizando, dentro de poucos anos, a vida na Terra. Portanto, é fundamental a substituição por uma visão fundamentada nos princípios da sustentabilidade, racionalização e responsabilidade, dentro da qual, somos parte integrante do meio ambiente e responsáveis pela proteção e pela elevação da qualidade de vida no Planeta











AULÃO DO PROJETO DE SUSTENTABILIDADE DO ENSINO MÉDIO INOVADOR DA EEB."LUIZ BERTOLI" - TAIÓ








PROPOSTA - PARTE 59 E 60 - DE ALLAN PERCY,DO LIVRO: OSCAR WILDE PARA OS INQUIETOS























Viagem a Laguna - Foto da Profª.Cleide Tamanini Bogo

59 – Só podemos dar uma opinião imparcial sobre as coisas que não nos interessam; sem dúvida, por isso mesmo, as opiniões imparciais carecem de valor.
Oscar Wilde não se incomodava com as opiniões dos outros, justamente porque as considerava impregnadas dos interesses e preconceitos alheios. Embora ele gostasse de criar polêmica sobre qualquer questão, eram os assuntos difíceis de comprovar (como a existência de Deus, por exemplo) os que mais o atraíam. Talvez não houvesse nada mais relaxante para Wilde que falar de algo sobre o que ninguém pudesse comprovar ter razão.
Sobre essa questão, há uma pequena história de Bertolt Brecht especialmente enriquecedora:
Alguém perguntou ao Sr. Keuner se existia um deus. O Sr. Keuner respondeu:
– Eu o aconselho a pensar se seu comportamento mudaria de acordo com a resposta a essa pergunta. Se permaneceria o mesmo, podemos deixar a questão de lado. Se mudaria, posso ajudá-lo dizendo que, já que assim o decidiu, você precisa de Deus.

60 – Em assuntos de vital importância, o essencial é ter estilo, não sinceridade.
O estilo é a comunhão entre nosso interior e nosso exterior. Sem essa harmonia, ele não existe.
Anna Wintour, editora-chefe da revista Vogue, assim o define: “O estilo pessoal tem a ver, em última instância, não com o amor pela própria imagem, mas com a consideração pelos outros, junto com uma autoconfiança saudável.”
Dez dicas para se ter estilo:
1. Conhecer os pontos fortes da própria personalidade.
2. Valorizar o que você é, em vez de se vangloriar do que finge ser.
3. Ser humilde sem falsa modéstia.
4. Ter uma atitude positiva.
5. Ser amável com os outros.
6. Dialogar com educação e inteligência.
7. Ser solidário.
8. Mostrar flexibilidade quanto às opiniões dos outros.
9. Saber lidar com momentos de crise.
10. Nunca se queixar em público.

PROPOSTA - PARTE 57 E 58 - DE ALLAN PERCY,DO LIVRO: OSCAR WILDE PARA OS INQUIETOS




Viagem a Laguna - Foto Profª. Cleide Tamanini Bogo

57 – Só os superficiais chegam a conhecer a si mesmos.
“CONHECE-TE A TI MESMO.” Esta frase, atribuída a Sócrates, estava inscrita na entrada do templo de Delfos. Seu objetivo era incitar os visitantes a reconhecer os limites de sua índole, assim como a não almejar o que pertence aos deuses. Estar consciente da própria ignorância é condição indispensável para atingir a verdadeira sabedoria. Alguns conselhos para quem quer alcançar o autoconhecimento:
·               Explorar seu interior, onde se encontra tudo aquilo de que necessitamos para viver com plenitude.
·        Ser honesto consigo mesmo e com os demais.
·          Viver consciente dos próprios atos e de suas consequências.
·   Ser coerente com sua natureza, sem tentar parecer o que não é.
Da mesma forma, em vez de se prender às diferenças superficiais, que só servem para distanciar as pessoas, é importante ver o que se tem em comum com os outros. Essa é uma lição universal que nos ajuda a caminhar pelo mundo.

 58 – Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que devo estar enganado.
Somos bastante despreparados para aceitar críticas. Quando elas chegam, é comum respondermos com agressividade ou então deixarmos claro que as desprezamos, que não as assumimos. O ideal é saber ouvir e avaliar uma crítica tendo em mente a pessoa que a fez e sua intenção em relação a nós. A que vem de um ente querido não tem o mesmo peso que as feitas por um colega de trabalho, um chefe ou um simples conhecido. Venham de quem vierem, é preciso responder adequadamente a elas. Portanto, diante de uma crítica:
·          Analise o que está sendo dito e tire suas próprias conclusões.
·          Não contra-ataque nem fique na defensiva.
·          Peça sugestões caso acredite que a pessoa possa ajudar.
·          Ignore o que for mero fruto de inveja ou vingança.
·          Nunca responda com outra crítica.
·          Uma crítica pode ser um bom ponto de partida para uma mudança benéfica.

PROPOSTA - PARTE 55 E 56 - DE ALLAN PERCY,DO LIVRO: OSCAR WILDE PARA OS INQUIETOS


55 – Só existe no mundo uma coisa pior do que falarem de nós. É não falarem.
Quando se fala da necessidade de captar a atenção do público, arte na qual Oscar Wilde era um mestre, com frequência é citado o famoso incidente do “sapato de Kruschev”.
Aconteceu em 12 de outubro de 1960, durante a reunião plenária número 902 da Assembleia Geral das Nações Unidas. Aborrecido com o fato de o público não estar prestando atenção ao seu discurso, o enfurecido líder da então União Soviética, Nikita Kruschev, tirou um sapato e bateu com ele na tribuna. Dizem que a ideia lhe ocorreu depois de dar um soco na mesa durante uma resposta furiosa dirigida ao representante das Filipinas, o que fez com que seu relógio de pulso caísse. Ao se agachar para recolhê-lo, Kruschev viu seus sapatos e decidiu pegar um deles e usá-lo como “arma dissuasiva”.
Sem dúvida, foi uma solução teatral e ao mesmo tempo eficiente – do contrário, não estaríamos falando dela –, que sem dúvida teria encantado o próprio Oscar Wilde.
56 – É muito difícil não ser injusto com quem amamos.
Poucos acontecimentos têm o poder tão grande de acabar com o dia de uma pessoa quanto as discussões domésticas.
Um estudo recente revelou que o motivo do rompimento da maioria das relações amorosas não são as grandes diferenças entre o casal, mas o acúmulo de pequenas discussões diárias. Ao que parece, ainda que os parceiros tenham muitas afinidades, a relação não resiste ao desgaste dos atritos cotidianos, que acabam por cavar um abismo entre os dois.
Por que é tão difícil nos entendermos, mesmo quando estamos dispostos a isso? Os estudiosos concordam em que muitos atritos nascem da falta de empatia. Quando alguém é incapaz de se colocar no lugar do outro e de entender a situação dele, essa rigidez cria uma muralha que impede o intercâmbio verdadeiro.
Por trás desses temperamentos rígidos, que parecem estar sempre em guerra contra o mundo, costuma existir uma grande insegurança. Ao duvidarem de seus valores e objetivos, essas pessoas se agarram à própria identidade e não permitem que outros lhes apresentem sua visão do mundo. Como assinala Oscar Wilde, é com as pessoas mais próximas que somos mais intransigentes e, portanto, mais injustos. Se você quer evitar conflitos desnecessários e deseja que seus laços afetivos permaneçam, ofereça às pessoas de seu círculo íntimo toda a empatia possível.


PROPOSTA - PARTE 53 E 54 - DE ALLAN PERCY,DO LIVRO: OSCAR WILDE PARA OS INQUIETOS

53 – É monstruosa a forma como as pessoas criticam as outras pelas costas, dizendo coisas absoluta e completamente verídicas.
Esse pensamento de Oscar Wilde é uma poderosa maneira de nos blindarmos contra as críticas que tanto nos ferem. Dividimos nosso tempo e nosso espaço com pessoas muito diferentes de nós. Isso em si já é uma garantia de que alguns de nossos atos não serão compreendidos.
As pessoas hipersensíveis acabam por agravar os atritos comuns do dia a dia. Segundo a terapeuta Marina B. Rolandelli, esse problema tem origem na infância e se intensifica ao longo das diferentes etapas da vida:
Quando criança, o hipersensível constrói um mundo de fantasias porque percebe uma realidade que o fere e lhe provoca angústia e medo. Na adolescência, sente-se incompreendido e sozinho porque não encontra com quem compartilhar suas emoções. Na maturidade, ele também sofre nos relacionamentos amorosos: nunca está satisfeito com as demonstrações de afeto do outro, mostra-se inseguro, monopolizador, carente e ciumento. Um pouco da atitude autossuficiente de Oscar Wilde serve para estabelecer uma distância segura entre nós e as opiniões alheias, permitindo-nos assim que vivamos mais tranquilos.
54 – O mundo é um palco, mas seu elenco é um horror.
No dia a dia, muitas vezes nos vemos obrigados a representar papéis diferentes em função do lugar e da situação em que nos encontramos: acalmar um cliente aborrecido não é o mesmo que conversar com o funcionário da mercearia do bairro ou almoçar com os colegas de trabalho.
Quando nos sentimos atores no grande cenário do mundo, podemos pôr em prática o método do grande ator e diretor russo Stanislavski, que se baseia na assimilação do personagem representado.
Esse mestre da interpretação aconselhava o ator a não imitar os gestos do avarento, mas sim a sentir a avareza dentro de si, porque dessa maneira sua atuação seria perfeitamente natural e convincente.
Como na complexidade do cotidiano somos obrigados a representar muitos papéis, é necessário que “entremos” neles para que o espetáculo da vida flua.
Se atuarmos de fora, sem captar a essência do personagem, só conseguiremos o que Stanislavski dizia aos seus alunos:
“Não acreditei, você não me convenceu.”