PROPOSTA - PARTE 37 e 38 - DE ALLAN PERCY,DO LIVRO: OSCAR WILDE PARA OS INQUIETOS





                                        Laguna - Foto da Profª.Cleide Tamanini Bogo

37 – O sofrimento é o meio pelo qual existimos, porque é o único responsável por termos consciência de existir.
Quando deixamos de nos lamentar e seguimos nosso rumo apesar das dificuldades, praticamos aquilo que atualmente se denomina resiliência. Uma das primeiras pessoas a falar em resiliência foi a psicóloga Emmy Werner, que em 1955, quando boa parte da população de Kauai vivia no limite da pobreza, começou a estudar o comportamento das crianças daquela ilha havaiana. Muitas delas tinham pais alcoólatras ou vinham de famílias marcadas por doenças mentais e desemprego.
Entre essas crianças que cresciam em circunstâncias adversas, Werner percebeu que dois terços desenvolviam personalidades destrutivas ou irresponsáveis: gravidez precoce, alcoolismo na juventude e desemprego na idade adulta. Mas o outro terço não sucumbia àquele ambiente tóxico e era capaz de realizar-se pessoal e profissionalmente. As pessoas deste último grupo foram ditas resilientes.
O que caracteriza um indivíduo resiliente é seu afã de progredir e de lutar por seus objetivos mesmo em um ambiente hostil. Em vez de entregar-se à queixa, ele se empenha em construir o próprio futuro. 

 38 – Só se põe a vida a perder quando ela para de evoluir.
A capacidade de síntese é uma habilidade especial relacionada à inteligência e muitas vezes ignorada. O matemático é capaz de extrair de uma enxurrada de algarismos a fórmula fundamental que explica seu funcionamento. Da mesma forma, os personagens de um bom escritor sintetizam modelos com os quais os leitores se identificam. O orador profissional, por sua vez, analisa cada audiência e então decide como focar seus comentários.
Esse é o segredo do desenvolvimento artístico e intelectual, mas também da inteligência cotidiana. Para encontrar a solução de um problema é preciso avaliá-lo objetivamente, ou seja, captar o que há de fundamental nele.
Um exemplo prático seria o de uma pessoa que nunca consegue levar adiante seus relacionamentos amorosos, mas, ainda assim, não busca entender seus erros. Alguém com pouca ou nenhuma capacidade de síntese atribuirá o problema à falta de sorte ou a um comportamento inadequado da outra parte.
Não será capaz de perceber o que as situações vividas tiveram em comum e de efetuar as mudanças necessárias para que elas não se repitam.
As pessoas que não aprendem com os próprios erros ficam estagnadas e se veem repetindo várias vezes as mesmas experiências. Para desenvolver nossas capacidades, o segredo é sintetizar, aprender com as falhas cometidas e seguir em frente.

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