PROPOSTA - PARTE 45 E 46 - DE ALLAN PERCY,DO LIVRO: OSCAR WILDE PARA OS INQUIETOS


45 – Se somos tão inclinados a julgar os outros, é porque tememos por nós mesmos.
Há um velho ditado que afirma que “quem critica se confessa”. Julgar é ruim não apenas por gerar ressentimento e outros conflitos, mas também pelo fato de dar início em nossa mente a uma sequência de três fases destrutivas:
A primeira é o JULGAMENTO. Como todos somos diferentes, ao julgar os atos de alguém é inevitável encontrarmos coisas que não nos agradam. Como temos dificuldade em admitir que o mundo é visto de maneiras diferentes segundo o ponto de observação, aquilo que não nos agrada – ou não compreendemos – no outro desencadeia a segunda fase, a ACUSAÇÃO. A acusação origina a terceira fase, a VINGANÇA, que pode ser sutil a ponto de passar despercebida até mesmo da pessoa que a pratica.
Para o Dr. John Demartini, educador e especialista em comportamento humano, os antídotos para esse mecanismo são o perdão e a gratidão: “O perdão é um passo para a gratidão quando você consegue compreender mais profundamente os fatos vividos. Sua ausência pode levar à imobilidade espiritual se você persistir em se manter vítima ou algoz das circunstâncias

46 – A melhor maneira de livrar-se da tentação é ceder a ela.
Todos os que sabem extrair o máximo da vida, como Oscar Wilde em sua atribulada existência, no final chegam ao mesmo resultado: não se arrependem do que fizeram, mas daquilo que desejavam ter feito e não realizaram.

Em A lição final, Randy Pausch, professor universitário que recebeu um diagnóstico de câncer em estágio terminal, explica como conseguiu realizar seis sonhos de infância nos seis últimos meses de vida: estar em gravidade zero, jogar num time de futebol americano profissional, assinar um verbete numa enciclopédia, atuar em Jornada nas estrelas, ganhar um bichinho de pelúcia e fazer parte da equipe criativa da Disney.
Graças à Nasa, ele experimentou 25 segundos de gravidade zero. A enciclopédia World Book o convidou a escrever um verbete sobre realidade virtual. Ele colaborou com a Disney e foi convidado a participar do treinamento de um time de futebol americano. Também interpretou um pequeno papel no último filme da série Jornada nas estrelas. Na mensagem final deixada a seus alunos, contudo, Pausch os alertou sobre não esperar o fim para sair em busca dos sonhos. Eles jamais deveriam ser abandonados. Quem realmente aproveita a estada na Terra vive cada dia como se fosse o último.”

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