PROPOSTA - PARTE 70 E 71 - DE ALLAN PERCY,DO LIVRO: OSCAR WILDE PARA OS INQUIETOS














70 – Uma ideia que não seja perigosa não merece ser chamada de ideia.
Algumas pessoas que afirmam não terem ideias e planos de renovação na verdade escondem uma necessidade de se manterem estáveis que é profundamente humana – por mais absurdo que seja buscar estabilidade em um mundo instável.
Nossa sociedade se sustenta no movimento: o dinheiro muda constantemente de mãos, os computadores ficam obsoletos a cada dois anos, os modismos se sucedem à velocidade da luz. É por medo de falhar ou de tomar decisões equivocadas que muitas vezes não arriscamos trazer à tona novas ideias e abandonar antigos conceitos. Mas o medo do fracasso é pior do que o próprio fracasso, porque este ao menos nos permite aprender e evoluir. Paulo Coelho assim reflete sobre o temor de correr riscos:
A pessoa que tem medo de assumir riscos é digna de piedade. Talvez nunca se decepcione nem se desiluda, talvez não sofra como os que perseguem um sonho. Mas, quando olhar para trás, a única coisa que terá na vida serão as batidas do próprio coração.

71 – Nos melhores dias da arte, não existiam críticos de arte.
Há pessoas movidas pela amargura e pela desconfiança – e é isso o que elas comunicam aos outros.
Dale Carnegie, autor de Como fazer amigos e influenciar pessoas, dava o seguinte conselho: “Antes de criticar o próximo, fale de seus próprios erros.”
O afã dos críticos de arte em impor suas avaliações já foi motivo de diversas histórias curiosas. Um exemplo famoso foi o do que aconteceu aos pintores impressionistas, que não foram autores do termo que definiu seu movimento estético. Conta-se que o crítico Louis Leroy, ao ver a obraImpressão, sol nascente, de Monet, assim se pronunciou:
Ao contemplar a obra, pensei que meus óculos estivessem sujos: o que aquela tela representava? O quadro não tinha direito nem avesso...
Impressão! Claro que impressiona: qualquer papel pintado em estado embrionário está mais concluído do que essa marinha.
Assim foi que o termo “impressionismo” passou a ser o nome do movimento. Mais tarde, o próprio Louis Leroy se gabaria desse fato.

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