KAFKA PARA SOBRECARREGADOS - DE ALLAN PERCY - PARTE 61 E 62


61 – O Messias só virá quando não for necessário.
“A crença é uma negação da verdade. […] Crer em Deus não é encontrar a Deus. Nem o crente nem o incrédulo encontrarão a Deus; porque a realidade é o desconhecido, e vossa crença ou não crença no desconhecido é uma mera projeção de vós mesmos e, portanto, não é real […]. Deus, ou a verdade, ou como quiserdes chamá-lo, é algo que advém de instante em instante; e isso acontece unicamente em um estado de liberdade e espontaneidade, não quando a mente está disciplinada de acordo com uma norma. Deus não é produto da mente, não surge mediante a projeção de nós mesmos; só se manifesta quando há virtude, ou seja, liberdade […]. Só quando a mente está feliz, serena, imóvel, sem a projeção do pensamento, consciente ou inconsciente, só então advém o eterno.”
Jiddu Krishnamurti

62 – Alguns negam a existência da miséria apontando para o Sol; ele nega a existência do Sol apontando para a miséria.
O Dr. Martin Seligman, um dos mais importantes psicólogos dos Estados Unidos, explica que as pessoas são otimistas ou pessimistas de acordo com a maneira como explicam suas experiências.
O otimista acredita que os maus momentos são sempre passageiros e, em contrapartida, que os momentos de felicidade são duradouros. Um fracasso ou uma derrota são pontuais. Para o pessimista, obviamente, é o contrário; ele inverte essa perspectiva.
Segundo Seligman, nosso sistema explicativo – o que decide se somos otimistas ou pessimistas – tem três ingredientes:

1. Permanência: se as más experiências são percebidas como algo que se repete, temos uma tendência pessimista. Uma pessoa que diz “não consigo nunca” ou “todos me odeiam” fará com que essas situações se tornem permanentes.

2. Generalizar ou especificar: quando se trata de uma experiência negativa, o pessimista tende a generalizar (“tudo dá errado para mim”), e o otimista, a especificar (“isso deu errado”). Em contrapartida, quando se trata de uma experiência positiva, ocorre o contrário: o pessimista tende a especificar, e o otimista, a generalizar.

3. Interiorizar ou exteriorizar: Os pessimistas costumam interiorizar as experiências ruins, enquanto os otimistas costumam exteriorizá-las. Novamente, ocorre o inverso quando as experiências são boas.

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