NIETZSCH PARA ESTRESSADOS DE ALLAN PERCY - PARTE 92 E 93


92 – Eis a fórmula da felicidade: um sim, um não, uma linha reta, uma meta

Ao longo de toda a história do pensamento, os intelectuais se sentiram tentados a nos dar sua receita de felicidade. Na filosofia moderna, Schopenhauer expôs suas ideias a esse respeito no livro A arte de ser feliz e Bertrand Russell, em A conquista da felicidade.
Um século antes de Nietzsche, Goethe já tinha estabelecido seus oito requisitos para se ter uma vida plena:
1. Saúde o bastante para trabalhar com prazer.
2. Força para lutar contra as dificuldades e superá-las.
3. Capacidade de admitir os próprios erros e se perdoar.
4. Paciência para perseverar até atingir o objetivo.
5. Caridade para ver algo bom no próximo.
6. Amor para ser útil às pessoas.
7. Fé para transformar em realidade as coisas divinas.
8. Esperança para afastar os temores acerca do futuro.

93 – A melhor maneira de começar o dia é se comprometer a fazer feliz ao menos uma pessoa antes de o sol se pôr

Seguindo a linha dos livros que tratam da felicidade, A viagem de Heitor, de François Lelord, conta a história de um jovem psicoterapeuta francês cujo consultório era frequentado por uma clientela fiel e seleta.
Vista de fora, sua posição parecia invejável, mas ele não era feliz. Ao entender que sua infelicidade vinha, precisamente, de não poder fazer seus pacientes felizes, ele se deu conta de que, por mais riquezas que possua e prazeres que desfrute, ninguém está satisfeito consigo mesmo. Isso levou Heitor a fazer várias perguntas a si mesmo: por que não somos capazes de apreciar a vida que temos e passamos o tempo todo sonhando com outra vida melhor? A chave da felicidade está no sucesso material ou no relacionamento com as pessoas?
Para entender o que torna as pessoas felizes, o médico realizou uma viagem pelos quatro cantos do mundo em busca do verdadeiro segredo da felicidade.
Entre as muitas conclusões a que chegou, uma é especialmente simples e iluminada: “A felicidade consiste em fazer as outras pessoas felizes.”

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