REPORTAGEM COMPLETA SOBRE O DIA DA FAMÍLIA NA EEB.LUIZ BERTOLI" - TAIÓ


No último sábado, dia 16 de abril, aconteceu o “Dia Estadual da Família na Escola”, nas dependências da Escola de Educação Básica Luiz Bertoli, de Taió.



O Dia Estadual da Família na Escola passou a integrar, a partir de 2016, o calendário oficial do Estado de Santa Catarina, ocorrendo no terceiro sábado do mês de abril de cada ano. A data foi instituída pela Lei 16.877, de 15/01/16, proposta pela Federação das Indústrias de Santa Catarina – FIESC, em parceria com a Secretaria de Estado da Educação, a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação – UNDIME/SC e a Federação dos Trabalhadores, aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo Governador do Estado, Raimundo Colombo em janeiro deste ano.

Jardel Fronza, Secretário executivo da Agência de Desenvolvimento Regional – Taió, comentou sobre os objetivos da data e em como a ADR pode auxiliar nesses projetos: “O objetivo maior do Dia Estadual da Família na escola é buscar os valores perdidos em casa e resgatar o interesse do compromisso em acompanhar a vida escolar dos filhos. Pela primeira vez os diretores construíram um Plano de Gestão Escolar – PGE, junto com a comunidade e neles foram criando estratégias para melhorar o IDEB de nossas escolas. Este plano será avaliado anualmente e em todo momento são rediscutidas as estratégias para analisar o que está funciona e o que não funciona, para que se busquem melhores alternativas de progresso. A ADR/Taió está diretamente envolvida com o acompanhamento das gestões escolares, capacitando e orientando sempre que necessário. Lembrando que faremos tudo que estiver ao nosso alcance, não mediremos força para dar contiguidade ao que iniciou nesta data. Contem conosco!”

Já o Gerente de Educação da ADR/Taió, Moacir de Melo, ressaltou que “a criação do Dia Estadual da família na escola foi criado num momento bastante oportuno e como forma de rever os valores sociais que enfrentam uma fase turbulenta. Vemos jovens sem perspectiva de futuro, famílias em desacordo e um sistema fortemente capitalista que dificulta a vivência em família. O espaço escolar acabou por absorver a função da família de educar, de cuidar, tornando secundária a aprendizagem, que é uma das principais funções da escola. É importante que as famílias tenham sempre em mente que participar da vida escolar dos filhos faz toda a diferença, e que ir até a instituição escolar é um dever, uma obrigação, não só para saber de suas notas e comportamento, mas para que os filhos sintam mais segurança e vejam que inclusive a família valoriza a escola, participa, incentiva, cobra, acompanha. E a presença deles precisa ir além desse dia de mobilização. Deve ser contínua!”, frisa.

O Supervisor de Gestão da Rede, Adriano Stolf, comentou que “não haveria necessidade de ter que oficializar a data para que família e escola sejam parceiras. A prioridade do dia é trazer a família até a escola, para que estas atividades se tornem rotineiras, onde a interação ocorra e que o crescimento seja mútuo. É importante que pais e alunos percebam que o tempo na escola deve ser aproveitado da melhor maneira possível e que tornar este ambiente bacana para o aprendizado depende de todos. Quando se fala em família, não é somente pai, mãe e irmãos, mas toda e qualquer pessoa que ajuda, apoia, orienta; então os professores e direção também podem ser considerados família, pois orientam e ensinam, e nós da ADR também, já que estamos sempre prontos a auxiliá-los nas necessidades que tiverem.”

Volni José Goetten, diretor da escola, relatou sobre a organização do evento e sobre eventos futuros: “As atividades foram organizadas em frentes de trabalho/oficinas, e cada uma delas teve um coordenador, onde professores/funcionários/alunos se ordenaram para participar. Esse dia serviu para mostrar que juntos somos mais, que a escola é todos, onde se deve pensar na conservação e melhoria do patrimônio, em projetos inovadores e em soluções eficientes para que o trabalho pedagógico flua da melhor maneira possível num ambiente agradável e feliz. Temos para o segundo semestre algumas atividades para que os pais se sintam a vontade em participar da vida dos filhos, com a formação da ‘Escola de Pais’, bem como outras atividades planejadas e pensadas para o fortalecimento dessa relação.”

Professores e professoras se envolveram e abraçaram a causa, como fazem no dia-a-dia escolar com sua prática pedagógica. A professora Gerda Mathias, professora do SAEDE, contou sobre a emoção que foi participar deste evento: “Receber as famílias na escola me fez recordar de lembranças do início da carreira, ou antes até… Eram os pais ou os alunos mais velhos que cuidavam da horta. Ao professor/a, cabia também a tarefa de fazer a merenda. Ou a família fazia pão para os alunos, cozinhava feijão., ajudava com alimentos. Hoje tudo mudou. Mas ainda há espaço (e necessidade) para a participação da família, resgatando assim os vínculos tão necessários. A escola Luiz Bertoli faz parte da minha família há três gerações. E emoção foi grande quando meu neto Nicolas falou ‘Oma, estou tão cansado, mas ficou tudo tão claro, tão lindo!’ Lembrei-me de ver um sorriso estampado no rosto de meu pai ao mostrar uma medalha que consegui na Olímpiada Intermunicipal de Atletismo em 1969, 1970, 1971… ” Para a mãe e professora Rosane Hackbarth Vuolo, a interação da família com a escola acontece principalmente quando é convidada a construir o que vai usufruir depois: “Fiquei surpresa com a participação dos pais, foi bastante positiva e sempre podemos crescer. Sugiro que mais atividades sejam programadas para que muitos outros pais se envolvam, pois os que não vieram, com certeza ficarão sabendo e vão querer se envolver em mais atividades desse tipo.” Já o professor de ciências e biologia, Maike Schiessl, – um dos responsáveis pela oficina da horta escolar –, comentou sobre a importância de da participação familiar: “É gratificante ver os pais se importando com a vida escolar e com o ambiente que o filho estuda. E assim, os filhos se sentem valorizados, importantes e isso faz toda a diferença! E o projeto da horta escolar tem como intuito mostrar e ensinar todo o processo biológico, desde a semente até o produto final, ou seja, até a hortaliça pronta para o consumo. Envolver a todos é o nosso papel.” E para a professora Fernanda de Souza Possamai – uma das responsáveis pela oficina de atividades físicas –, “praticar esportes e ter hábitos saudáveis são práticas essenciais para que se tenha qualidade de vida, e receber os pais na escola nos dá uma oportunidade incrível de integração e de esclarecimentos, além de motivar e tentar mudar hábitos que acabam prejudicando a saúde. É um trabalho gradativo, onde se vai pouco a pouco mostrando que as atividades físicas só trazem benefícios para a vida de todos”, finaliza.

A enfermeira Julia Mathias, que palestrou sob o tema “Na minha casa, não!”, abordando o relacionamento de mães e filhas, falou sobre a importância desse tipo de abordagem: “É ótimo que a escola abra espaço para discussões sobre a relação entre mães e filhas, sexualidade, drogas, limites… Onde juntas, escola e família, sejam parceiras e que no final, nós pais, possamos respirar aliviados que fizemos bem nosso papel.”

Franciele da Silva Brandt, professora de dança e colaboradora do dia, comentou sobre esse evento: “é muito bom ver muitos pais empenhados pelo bem da escola, que é onde as crianças e adolescentes passam boa parte das vidas, demonstrando interesse e carinho pelos filhos. Ainda mais praticando exercícios físicos, que contribuem para a saúde, para o desenvolvimento mental e corporal. Acredito que mais dias como esse devem ser promovidos!”

O foco, não só nesse dia, é fazer com que a participação dos pais seja efetiva na escola. Muitos pais participaram, ajudaram e opinaram sobre o que foi feito. Mario Costa, pai do aluno Renan, participou da oficina de saúde, citou sua visão sobre o dia: “Dá pra perceber que todos se organizaram para oferecer o que pais e alunos precisam: motivação. Motivação para deixar a escola mais agradável, para acompanhar o filho nas atividades da escola num dia que podemos realmente fazer isso, além de possibilitar várias atividades, como as físicas, as de saúde e bem estar. Achei tudo muito simples, rápido, fácil e muito eficaz. Parabéns a todos e já estou esperando a próxima!” Já Sirlei Muller, participou com sua filha Vanessa, da palestra sobre o relacionamento de mães e filhas, relatou que “mesmo que haja o diálogo sobre tudo em casa, participar dessa conversa foi gratificante, pois serviu como reforço. Todos temos muito compromissos, mas estar aqui ao lado da minha filha é muito bom, pois filho é a coisa mais importante da vida, é tudo! E eles precisam saber que nos preocupamos com eles! Sinto falta de maior participação de outros pais, pois é com o apoio de todos que tudo funciona melhor e tem mais efeito! Apoio a iniciativa da gincana e em mais atividades se deve incluir e cobrar a presença de todos.”

A participação dos alunos também foi maciça e se fizeram presentes em todas as frentes de trabalho, dando sua contribuição e fazendo desse dia um dia louvável. O aluno do 6º ano, Eliel Zanghelini, que foi até a escola ajudar a pintar o muro, disse que “é ótimo poder ajudar a escola e ter os pais participando é ainda melhor, pois eles podem ver onde estudamos e conhecer um pouco mais da nossa realidade”. Já a aluna Karine dos Santos, do 3º ano noturno, relatou sua experiência em ajudar a pintar o muro e deixa sugestões: “Vir para a escola no sábado é um incentivo para os alunos fazerem mais pela escola e deixar sua marca. Seria legal ter mais eventos assim, como jogos, palestras… Mas isso se conquista aos poucos. Logo todos entenderão que família e escola precisam estar juntas para tudo dar certo!”

Alguns ex-alunos também participaram de diversas atividades. Tatiana Valzburger, que participou da palestra sobre relacionamentos entre mães e filhas, disse que “a palestra foi informativa e interessante, que valeu a pena, pois trouxe informações úteis para minha vida pessoal.” Já Israel Tigre, comentou que “a interação entre pais e alunos é importante, ainda mais quando a interação ocorre na escola, que é o espaço onde passam boa parte da infância e adolescência.”. William Natanael Renken, que colaborou na pintura do muro, comentou como visualiza a participação da família na escola: “o que ainda falta é muitos pais sentarem com seus filhos, darem atenção de verdade, não apenas dando uma olhadinha na tarefa e sim participando ativamente, se importando, apoiando, dialogando. Quando as crianças têm segurança, quando a educação vem de casa, a escola só complementa com conhecimento. Pena que não é o que se vê e isso reflete no Brasil que temos…”, finaliza.

O evento de sábado que teve como objetivo promover ações que incentivem a aproximação entre as escolas e as famílias como uma forma de reconhecimento e celebração da importância que a família tem no processo educacional dentro da escola. Ao longo ano, esperam-se ações que incentivem a adoção de atitudes preventivas e de acompanhamento e de hábitos saudáveis pelas famílias, pois essas atitudes contribuem para o aumento das chances de melhoria no desempenho escolar dos filhos.

A EEB Luiz Bertoli agradece a todos os envolvidos direta e indiretamente para que fosse um dia de sucesso e ressalta mais uma vez que a escola é de todos e que juntos somos mais!
(Texto e imagens: Equipe jornalística: Ana Lúcia Palinski, Gabriela Dias, João Victor Blogoslowoski Ligoski e professora Cleide Tamanini Bogo)


Nenhum comentário:

Postar um comentário