CRÔNICAS PRODUZIDAS ALUNOS DO 9º.1,2 E 3 DAS OFICINAS DA OLÍMPÍADA DE LÍNGUA PORTUGUESA, DA PROFª. JULIANA CARLINI

Desde o início do ano letivo, os alunos vêm participando das oficinas da Olimpíada de Língua Portuguesa. Através das oficinas, os nonos anos estão conhecendo o gênero crônica e aperfeiçoando sua escrita. Uma das propostas foi a escolha de um tema pela turma para a produção e divulgação dos textos. Os temas escolhidos foram: “internet chega na sala de aula da EEBLB”, “o consumo de álcool por adolescentes” e a “baixa temperatura para a época do ano em Taió e região”. Após produções individuais, leram seus textos em sala. Alguns foram escolhidos e aqui estão eles:
Outono ou inverno?
Por Jenifer Strutz, 9º ano 3
Neste período é muito mais fácil pegar gripe e várias doenças, muitas vezes, por causa da mudança de tempo de um dia para outro. Nós também usamos muitos agasalhados, vários casacos, blusas de manga comprida... Alguns até usam várias calças. Os lojistas que agradecem, pois aumenta as vendas.
Também há tarefas que no dia a dia se torna um pouco mais “fácil” como: tomar banho, acordar cedo para trabalhar, estudar, não é? Na verdade acho que não.
Mas há coisas que são boas. A comida é mais saborosa e geralmente dormimos melhor que no verão.
Até agora você deve estar achando que estou falando do inverno, mas na verdade estou falando do outono. Por algumas coisas que poluem, prejudicam a atmosfera e outros fatores, está mais frio que o normal.
Isso acontece porque as pessoas não param de pensar no que fazem com o nosso planeta e porque o ego é tão grande... Pensam apenas no dinheiro, luxo, etc.
Muita gente reclama de várias coisas, mas se pararmos para pensar, na maioria das vezes, não somos nós os culpados?


Gato invade casa para se proteger do frio 


Por Daniele Sartorti, 9º ano 3


O amanhecer do dia 14 de maio foi agitado para o morador da Chácara Bom Jesus em Taió. Um felino, sorrateiramente, invadiu a casa para proteger-se do frio, buscando abrigo e comida. 
O gato vinha sendo temido pelos moradores a algumas noites, mas esta entrou para a história.
Esperto e silencioso, entra pelo vidro quebrado da área de serviço e sai perambulando pela casa atrás de alimento e um lugar para enrolar-se e dormir. 
Ele, sendo muito astuto, come a linguiça que estava sobre o balcão da cozinha. Após estar satisfeito com a refeição, o felino encontra um lugar perfeito dentro da bota do rapaz e dorme tranquilamente. 
Ao amanhecer, o jovem prepara seu café e... cadê a linguiça? Ele não deu tanta importância, até vestir sua bota! Com o susto, o gato tentou fugir. Como estava sendo esmagado pelo pé do rapaz, sem perder tempo, mete as unhas e o rapaz se enfurece.
O gato conseguiu sair, mas não fugir. Foi um verdadeiro pega ladrão. Gato corre daqui, rapaz pega de lá. No fim a casa estava uma bagunça total, o gato aprende a lição e o jovem vai “espumando” para o trabalho sem poder comer a tão desejada linguiça.


Teimosia
Por Beatriz Sotopietra, 9º ano 3


Estava quente, muito quente! Eu suava em frente ao meu notebook. O que as pessoas mais comentavam na internet foi do frio que chegaria à cidade. Eu nunca acreditei em previsões de nada, muito menos de tempo. Minha mãe, que estava de visita em minha casa, comentou algo comigo sobre a onda de ar frio que vinha chegando. Ela me disse assim:
-Trate de levar um agasalho para o trabalho amanhã, vai acabar pegando um resfriado. Sua imunidade é baixa.
E eu respondi:
-Mãe, isso é tudo uma besteira. Amanhã vai ser quente, pois estamos num outono QUENTE, não vai esfriar! Eu vou como de costume ao trabalho, de shorts e camiseta.
Acabei de acordar e realmente está um pouco frio, mas sabe o que dizem né, "frio é psicológico". Então vou de shorts e camiseta.
Não demorou muito e minha mãe me liga:
-Filha, levou o agasalho?
-É claro que não!
-Nossa, que voz rouca é essa?
-Voz rouca? Atchim!
-Eu te avisei Carla, esqueça que vou cuidar de você.
-Ai mãezinha, desculpa...
Minha mãe desligou na minha cara e fiquei bem chateada. Mas não ficou por isso. Ela mandou me entregar um casaco e uma calça na recepção de onde trabalho com um bilhete escrito assim: “mãe sempre está certa, nem que tenha visto a notícia no grupo do WhatsApp”.

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