EXAGERADOS - TEXTO DE AUTORIA DO PROFESSOR SÉRGIO VALMOR CHICATO

Exagerados...
Somos exagerados em tudo. Na maioria das vezes exageramos, ou seja, tratamos com demasia nossas dores, nossos problemas e outras coisas. Exageramos em nossas qualidades e capacidades. Tudo é um exagero. A nossa língua, por exemplo, não essa que fica dentro da nossa boca e que, às vezes fala em exagero, não. Estou falando da língua como ferramenta de comunicação. Em 1190 a língua portuguesa possuía cerca de 15 mil verbetes, hoje este número passa de 450 mil. Só a lista de expressões idiomáticas, também conhecidas como ditados populares seriam suficientes para uma boa conversa. Duvida? Então vamos abrir o jogo. Não precisamos andar por aí feitos baratas tontas e nem nos armar até os dentes. Muito menos arrancar os cabelos. Basta agarrar as oportunidades com unhas e dentes e arregaçar as mangas. Às vezes, é preciso bater na mesma tecla, baixar a bola, pra não comprar gatos por lebre. Muitos não dão o braço a torcer e por isso acabam dando com o nariz na porta e engolindo sapos. Parece que estão sempre com a cabeça nas nuvens. Tem muita gente boa querendo dar uma mãozinha. Estamos com a faca e o queijo na mão. Muitos vivem com a pulga atrás da orelha e acreditam que sempre estão com a corda no pescoço. Ficam com um pé atrás e de mãos atadas. Fazem uma tempestade num copo d’água, enquanto outros não estão nem aí para as pedras no sapato e conseguem se virar de olhos fechado com um pé amarrado nas costas. Conseguem, mesmo ficando à sombra de uma bananeira fazer um negócio da China, enquanto outros dão a impressão que fazem tudo nas coxas e com vista grossa. Acabam metendo os pés pelas mãos, cheios de minhocas na cabeça trocam as bolas e, acabam parando onde Judas perdeu as botas. Preferem colocar as barbas de molho e ficam pensando na morte da bezerra. Quando perguntamos que aconteceu, não dizem nada. Parece que o gato comeu a língua e, quando não, nos mandam pentear macacos. Não precisamos perder as estribeiras e nem prometer mundos e fundos. Basta colocar as cartas na mesa e os pingos nos ís. É verdade que muitas vezes a vida nos acorda com um balde água fria. Tudo parece ficar sem pé e nem cabeça. É quando nos pegamos trepando paredes e ensaiamos tirar o cavalinho da chuva. Mas, precisamos continuar sempre em frente. Vai chegar o momento de acertar na mosca. Nem sempre tudo acaba em pizza. Existem sim, muitos amigos da onça que nos fazem procurar pelo em ovo ou chifre em cabeça de cavalo. Ah!!! Isso tem a dar com pau. Muitas vezes mesmo a contragosto é preciso armar um barraco e dar um banho de água fria no pessimismo. Mesmo que a situação se mostre barra pesada, bola pra frente gente!! Só cuidado pra não colocar o carro na frente dos bois. Vamos botar pra quebrar. Nada de arrancar os cabelos. O Homem lá em cima não vai nos deixar na mão. Afinal, Ele tem muita facilidade em mudar da água para o vinho. Se alguém acha que vou perder alinha, pode tirar o cavalo da chuva.

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